sábado, 30 de julho de 2011

No que você acredita?

Sabe, hoje pela manhã eu assisti a um vídeo que falava sobre como as coisas são feitas e que basicamente tudo gira em torno das nossa crenças basicas, que é isso que nos leva a algum lugar. Bem, isso me deixou pensando, no que eu realmente acredito... eu continuei pensando no que há para acreditar. Eu certamente não acredito em coisas comuns ou no que a maior parte das pessoas considera normal... Mas na real, o que é realmente normal?

Quando jovens nós somos ensinados que não devemos acreditar em tudo o que vemos ou escutamos, que devemos ver com suspeição tudo o que não podemos provar e especialmente só confiar em nós mesmos. Ao mesmo tempo nós somos ensinados que algumas dessas coisas em que não acreditamos, devem ser acreditadas, que nós devemos ter fé... mas apenas nessas coisas, pq essas sim são reais, não como as outras, nós não podemos provar mas elas são reais. Nós também somos ensinados que somos todos iguais, e devemos amar e cuidar um do outro, não podemos confiar neles, mas cuidar deles... Parece bastante confuso, não?

Então você deve estar pensando que eu não acredito em nada de acordo com o que estou falando, verdade seja dita eu acredito em coisas até demais. Não no que as pessoas esperam que acredite, mas ainda assim em muitas coisas, especialmente muitas daquelas coisas que não devemos acreditar de acordo com eles (Aqui o inconfundível, impessoal Eles). Então, voltando a pergunta inicial... no que eu acredito afinal? Vamos dizer que eu sou um "Crente" sem solução, não o que seria esperado, mas ainda assim um grande crente.

Você me perguntaria: Você acredita em fadas? Eu te responderia: SIM. Você acredita no Papai Noel? SIM. Você acredita em Elfos, Duendes, Fantasmas, Bruxas, Vida após a Morte, Monstros, o Coelhinho da Páscoa? De novo minha resposta seria: SIM, SIM, SIM, SIM, SIM, SIM, SIM, SIM e NÃO. (Vamos encarar a realidade, ninguém acredita num coelho que põe ovos de chocolate). Você acredita em Anjos, Super Heróis, Papai Noel (eu realmente acredito em Papai Noel), Mal, Encantos, Feitiços, Deuses, Vodu? A resposta: Sim para todos eles.

Você acredita em Deus? Bom, aqui temos um problema... talvez. Eu não consigo imaginar da maneira o Todo Poderoso é visto pela maioria das pessoas, eu não consigo imaginar um cara velho que sabe tudo, está em todo lugar, pode fazer tudo o que quiser e que teve um filho a uns dos milênios... então não, não consigo, desculpa... Eu realmente acredito em um poder maior, fonte para tudo, um Alfa e um Omega, mas eu realmente acredito que isso está além da nossa compreensão e que esse poder maior nos deu o maior presente de todos, o dom da vida e o direito de estarmos aqui, e agora tem coisas melhores para fazer.

Isso nos leva a nossa próxima pergunta: Você acredita em Destino? Bom, de novo, depende... Eu realmente acredito em destino, então, isso quer dizer que não importa o que façamos nessa Terra e nós iremos terminar sempre no mesmo lugar, não importa o que façamos... ERRADO... Eu acredito que nós escolhemos nosso caminho, que não importa o nosso Destino e nenhum Deus ou Deuses poderia interferir nisso, pelo menos não até que pedissemos pela ajuda deles. Eu acredito que cada vez que fazemos uma simples escolha um universo inteiro é criado e segue naquela direção e assim acontece com cada uma das nossas decisões. ( Algum cara velho disso alguma coisa parecida com isso uma vez, não me lembro quem).

Portanto eu acredito nos seres humanos, eu acredito que cada e qualquer pessoa nesse universo pode e talvez faça a diferença. Eu acredito na bondade no coração das pessoas, eu acredito que as pessoas são destinadas para serem maiores e eu acredito que caminhamos em direção a um futuro grandioso para toda a humanidade. Aqui estão algumas coisas que eu não acredito: o fim do mundo, que os seres humanos tem uma natureza ruim, que não há nada que possamos fazer com e por esse mundo e por todas as espécies que habitam esse planeta, nós estamos todos aqui por uma razão e apenas precisamos descobrir o por que estamos aqui. ( Eu também não acredito que Papai Noel não exista).

Mas acima de tudo e para minha própria vergonha eu acredito no amor, eu realmente acredito em toda aquela besteira, que o amor é invencível e pode conquistar tudo, que o amor é a coisa preciosa que existe nas nossa vidas e uma que conseguimos isso, devemos lutar com todas nossas forças por ele, não por que talvez nunca possamos encontrar, mas por que amor é precioso demais para não ser lutado em defesa. Eu realmente acredito que o amor é a fonte para tudo e o resultado de tudo, o amor dos pais por uma criança, o amor dessa mesma criança pelos pais, o amor de dois enamorados, o amor por nosso heróis e o amor pelo outro. Eu especialmente acredito em você.

E você, no que você acredita?

What do you believe in?

You know, this morning I watched a video on how things are done and that basically everything goes around our basic believes, that is what lead us to some place. Well that got me thinking on, what I really believe... and I kept thinking what is there to believe. I certanly do not believe in common things or what most people would consider normal... But for real, what is normal?

At an early age we are taught not to believe in everything we see or hear, we are taught to be suspicious on everything we cannot prove and to specially just trust on ourselves. At the same time we are taught that some of this things that we do not believe in, must be believed, that we must have faith... but just on this things because they are real, unlikely the others, we cannot prove, but it is real. We are also taught that we are all equals, and we should love and care for the others, do not trust them, but care for them... Sounds quite messy, doesn't it?

So you must be thinking that I do not believe in anything from what I am saying, truth be told I believe in way too many things. Not what people expect me to, but still a lot of stuff, specially most of that stuff that we shouldn't believe according to them (Here the unmistakable, unpersonal them). So coming back to the initial question... what do I believe in anyways? Let's say that I am a helpless believer, not what is expected, but still, a big believer.

You would ask me: Do you believe in faries? I would say: YES. Do you believe in Santa? YES. Do you believe in Elves, Leprechauns, Ghosts, Witches, Magic, Afterlife, Monsters, the Easter Bunny. Again my answer would be: YES, YES, YES, YES, YES, YES, YES and NO. (Let's face it, nobody believes in a rabbit that lays chocolate eggs). Do you believe in Angels, Super Heroes, Santa (I do believe in Santa), Evil, Charms, Spells, Vodu, gods? The answer: Yes to all of them.

Do you believe in God? Well, here is the problem... perhaps. I cannot conceive the way The All Mighty is seen by most of people, can't believe in an old dude that knows everything, is everywhere and well can do whatever he wants, and that he had a son some couple of Millenia ago... well nops, sorry... I do believe in a higher power, in a source for everything, in an Alfa and Omega, but I do believe it is beyond our compreension and this higher power source has given the higher present, the gift of life and the right to be here and now has better things to do.

It lead us to our next question: Do I believe in Destiny? Well, again, depends... I do believe in destiny, so that means that nothing we do on this Earth will matter and we will end up at the designed spot, no matter what... WRONG.... I believe that we choose our path, that we are masters of our destiny and no God or gods may interfere on that, well not until we ask them to. I believe everytime we make once simple choice a whole universe is created to follow that direction and so on in each one of our decisions. (Some old guy said something like that once, can't remember who).

Therefore I believe in human beings, I believe that each and every single person on this universe can and may make the difference. I believe in the goodness in the human heart, I believe people are meant to be greater and I believe we are walking towards a greater future to the whole human kind. Here are some things I do not believe: The end of the world, that the humans have a bad nature, that there is nothing we can do with and for the world and the species that inhabit this planet, we are all here for a reason and we just need to find out why are we here. (I also don't believe that Santa doesn't exist).

But above everything and for my own shame I believe in love, I do believe in all that crap, that true love is unbittable and can conquer all, that love is the most precious thing we have in our lives and that once you get it, you should fight for it with your strenghtfor it, not because you may not find it again, but because love is to much precious for not to be fought for. I do believe that love is source to everything and result to all ends, the love of a parent for a child, the love of this same child for his parents, the love of two sweethearts, the love for our heroes and the love for the next. I specially believe in you.

How about you, what do you believe in?

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Do Começo ao Fim.


Eu tinha 13 anos no Natal de 2000 quando eu ganhei meus dois primeiros Harry Potters, os livros estavam se tornando uma febre mundial e o primeiro filme era esperado para o ano seguinte. Eu era pouco mais velho que o próprio Harry na época em que eu li a Pedra Filosofal e obviamente fiquei indignado que a minha carta de Hogwarts não havia chegado no ano anterior.Antes do fim daquele ano eu já havia lido os dois primeiros e feito meus pais comprarem os dois seguintes, que eu não levei muito tempo para ler.

Naquele momento eu já era incondicionalmente fã da série J.K. Rowling era a minha heroína, eu estava envolvido por aquela história e já aguardava ansiosamente pelos novos livros. Eu entrei em todas as comunidades e grupos sobre Harry Potter que eu consegui encontrar na época, eu entrava diariamente nas comunidades de spoilers sobre os próximos livros e foi exatamente isso que eu fiz pelos próximos 7 anos, até o lançamento de Harry Potter e as Relíquias da Morte, obviamente eu passava menos tempo em busca de informações com o passar dos anos, mas não foi com menos curiosidade que eu li o último livro, primeiro que eu li totalmente em inglês.
Mas como todo bom fã de literatura desde o primeiro filme eu fui extremamente reticente sobre a qualidade deles e necessidade deles e sempre julguei aqueles que se diziam fãs de Joanne, mas que jamais leram um dos livros, e ainda tenho a minha opinião sobre isso. Mas hoje 11 anos depois de ler o meu primeiro livro a Saga de Harry Potter chega ao fim com o último filme, que eu tenho que abrir mão tem uma fotografia genial, ainda que deixe a desejar em partes do roteiro como a Batalha de Hogwarts.

Fato é que Joanne Rowling transformou uma geração de adolescentes em leitores avidos por novos livros e novas aventuras, uma geração que aprendeu o valor da leitura não pela obrigação da escola mas pelo amor das novas descobertas e pelo que um livro pode proporcionar. Uma geração em que a imaginação de um mundo mágico onde tudo era possível, mas regido pelas suas próprias leis, os levou a descoberta do valor da leitura. 14 anos depois da publicação do primeiro livro, a saga chega ao fim e deixa milhões de fãs em volta do globo com um gostinho de quero mais, esperando por mais informações e criando milhares de fãs fics e spin offs da série. J.K. Rowling já prometeu que haverá mais informações em breve no novo site, Pottermore.com e devo dizer que como fã incodicional da série eu aguardo com certa ansiedade pelo lançamento do site em outubro.

Mas o mais importante de Harry Potter é o legado que a série deixa para literatura e para a geração que cresceu junto com ele, ou da geração que veio depois. Com Harry Potter se inaugurou uma nova era na literatura onde foi possível que Twilight, Percy Jackson e muitas outra séries de literatura juvenil se tornassem uma febre em todo mundo. Uma febre que levou milhões de crianças de volta ao prazer da leitura, que fez com quem livrarias passassem a ser ponto de visita fundamental nos shoppings e abriu caminhos para que as novas gerações pudessem crescer sentindo a mesma coisa que eu senti na minha adolescência. Os critícos de Harry Potter e outras séries de literatura Infanto-Juvenil podem falar o que bem entenderem, mas o fato é que, na minha humilde opinião, Harry Potter mudou o mundo da sua própria forma. E é por isso que eu agradeço a Joanne Rowling por ter aberto caminho para esse novo mundo.

domingo, 24 de julho de 2011

Chega de Medo.

Como todo bom blogueiro iniciante o meu blog durou um dia... Eu até tentei escrever algumas outras vezes, mas passada minha indignação com a eleição me faltou assunto... Eu criei o blog na esperança que a minha voz fosse ouvida, para que a minha voz não fosse esquecida. Mas o medo e a convicção de que ninguém se interessaria pela minha opinião, somada a teoria de que isso seria uma perda de tempo me fizeram calar a minha voz. Eu mesmo deixei que a minha voz não fosse ouvida, mas eis que hoje eu estava em casa, quase um ano depois da minha última postagem e uma amiga da minha mãe me perguntou pq eu não tinha publicado mais nada aqui, ela tinha achado tão interessante minha última postagem.

Então eu percebi que apesar da minha total descrença a minha voz foi ouvida, não por muitas mas por algumas pessoas, pessoas essas que se importaram de ler o que eu falei e me incetivaram a ler de novo. Eu não acreditei que isso me levaria a algum lugar, que nunca ninguém iria me dar ouvidos, que eu não seria levado em conta. Mas eis que essa semana eu fui provado errado em mais de uma situação, no meio da semana eu estive em São Paulo para o YILTS (Yázigi Language Teaching Seminar) onde eu apresentei um trabalho sobre motivação e compreensão dos alunos, eu fui descrente do meu trabalho e com medo de que as minhas idéias fossem rejeitadas e eu não fosse levado em conta. Mas minha voz foi ouvida e levado sim em conta, eu vi as pessoas refletirem sobre o que eu dizia, mesmo quando minha experiência fosse muito menor do que a deles, eu senti que mesmo naquele espaço relativamente fechado eu estava quem sabe fazendo alguma diferença para as pessoas.

Isso tudo e mais algumas coisas me levaram a perceber que eu estava deixando de emitir a minha opinião justamente por não acreditar que ela faria diferença, que minha voz estava sendo calada por minha própria vontade(ou falta dela), eu como todo bom aluno de história tenho a esperança de mudar o mundo, mas esqueço que o mundo se muda um passo de cada vez. É sem grande pretensão que hoje escrevo essas linhas, não na esperança de que eu possa mudar o mundo, mas que minha voz seja ouvida e que possa trazer algo para as outras pessoas.

Uma vez eu jurei que eu não deixaria o medo da derrota, guiar os meus passos... falhei nessa promessa. Mas hoje renovo aqui essa promessa a todos que estiverem lendo essas linhas e convido a vocês a se juntarem a mim e não deixar que o medo da falha evite a nova tentativa, que sua voz seja calada pelo medo da rejeição, que o medo do não conseguir se torne a certeza.