Como todo bom blogueiro iniciante o meu blog durou um dia... Eu até tentei escrever algumas outras vezes, mas passada minha indignação com a eleição me faltou assunto... Eu criei o blog na esperança que a minha voz fosse ouvida, para que a minha voz não fosse esquecida. Mas o medo e a convicção de que ninguém se interessaria pela minha opinião, somada a teoria de que isso seria uma perda de tempo me fizeram calar a minha voz. Eu mesmo deixei que a minha voz não fosse ouvida, mas eis que hoje eu estava em casa, quase um ano depois da minha última postagem e uma amiga da minha mãe me perguntou pq eu não tinha publicado mais nada aqui, ela tinha achado tão interessante minha última postagem.
Então eu percebi que apesar da minha total descrença a minha voz foi ouvida, não por muitas mas por algumas pessoas, pessoas essas que se importaram de ler o que eu falei e me incetivaram a ler de novo. Eu não acreditei que isso me levaria a algum lugar, que nunca ninguém iria me dar ouvidos, que eu não seria levado em conta. Mas eis que essa semana eu fui provado errado em mais de uma situação, no meio da semana eu estive em São Paulo para o YILTS (Yázigi Language Teaching Seminar) onde eu apresentei um trabalho sobre motivação e compreensão dos alunos, eu fui descrente do meu trabalho e com medo de que as minhas idéias fossem rejeitadas e eu não fosse levado em conta. Mas minha voz foi ouvida e levado sim em conta, eu vi as pessoas refletirem sobre o que eu dizia, mesmo quando minha experiência fosse muito menor do que a deles, eu senti que mesmo naquele espaço relativamente fechado eu estava quem sabe fazendo alguma diferença para as pessoas.
Isso tudo e mais algumas coisas me levaram a perceber que eu estava deixando de emitir a minha opinião justamente por não acreditar que ela faria diferença, que minha voz estava sendo calada por minha própria vontade(ou falta dela), eu como todo bom aluno de história tenho a esperança de mudar o mundo, mas esqueço que o mundo se muda um passo de cada vez. É sem grande pretensão que hoje escrevo essas linhas, não na esperança de que eu possa mudar o mundo, mas que minha voz seja ouvida e que possa trazer algo para as outras pessoas.
Uma vez eu jurei que eu não deixaria o medo da derrota, guiar os meus passos... falhei nessa promessa. Mas hoje renovo aqui essa promessa a todos que estiverem lendo essas linhas e convido a vocês a se juntarem a mim e não deixar que o medo da falha evite a nova tentativa, que sua voz seja calada pelo medo da rejeição, que o medo do não conseguir se torne a certeza.
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